Manual de uma vida a dois saudável.

Quando você diz que não quer namorar neste momento, é porque você não quer namorar com aquela pessoa.

É a típica situação em que você não quer dizer:

–       só quero farra com você!

O fato é tão real e discutido que há muitos rumores de que os homens não querem mais nada com nada, só por que eles não querem nada com uma ou outra mulher. As mulheres têm de ver também que tipos de valores elas transparecem ao homem, para que este tenha seus motivos para desejá-la além da cama.

Na realidade os homens querem mulheres que transpareçam inocência aos olhares da sociedade, com carinhas do tipo “so cute” e que sejam educadas e prendadas.

Eu sei que essa visão é machista e rude, e por isso me resguardo ao direito de criticar o próprio olhar masculino. Começo discordando de cara da “qualidade” – eles chamam de qualidade – prendada, que a maioria dos homens “admiram” em uma mulher. Mentira! Eles não admiram nada. Eles só vêem isso como um ponto positivo porque não precisarão levantar mais cedo para preparar o café nem tampouco dormir tarde até acabar de passar roupas e lavar a louça.

O jeito meigo e inocente das mulheres, eles enxergam como um aliado forte ao ideal do casamento e colocam a mulher num patamar de promissora mãe de seus filhos. Machista essa decisão eis que não se trata do jeito, mas da sua preocupação de ser taxado como babaca e “corno” perante a sociedade.

Elas precisam ser educadas, mas não bobas. Educação significa poder apresentar ela ao seu circulo social sem passar “vexames”. Educação é saber que ela não vai ser um alvo de maus exemplos aos seus familiares e futuros filhos. Mas o homem prefere se enganar por trás do belo par de seios que não pensam.

Obviamente fui rude nos meus comentários de maneira proposital a causar impacto aos caros leitores.

Esqueça a cerveja e o futebol, compre eles com “lingeiries” e boas surpresas. Se não demonstrar sua sensualidade, vai ter outra para tal. Não tenha vergonha do seu corpo moça, você está com o rapaz porque ele gostou de você como é. Quanto a cerveja e o futebol, o próprio homem precisa para sobreviver, mas ele próprio consegue fazer, ou melhor, comprar e resfriar a cerveja e ligar a televisão. Novamente me resguardo no direito de criticar essa atitude. Fazer coisas que você gosta não significa desrespeitar as coisas que o outro gosta.

São três fases distintas: a primeira você tem o seu tempo, na segunda você respeita o do outro, na terceira você une o seu ao do outro. Explicitando:

Você resolve ter uma vida a dois com alguém. Primeiro você deve deixar claro o que quer com tal pessoa dentro da sua mente. Isto posto, você deve dividir sua rotina em três momentos. Seus afazeres, os afazeres do seu parceiro, os afazeres coletivos. Você deve se perguntar porque não são duas etapas somente, uma vez que quando está nos seus afazeres, simultaneamente o seu parceiro está nos deles. Um fator obvio explica isto, qual seja o simples fato de existir algo que se chama cooperação e outro que se chama dedicação.

Quem coopera, auxilia a outrem; no mesmo sentido quem se dedica, se dedica a outrem.

Fica fácil saber porque os casais deixam de se amar. No lugar da cooperação se aplica o descaso, enquanto que no lugar da dedicação se aplica o abandono involuntário, ativado pelo comodismo.

Comodismo é uma situação de conforto da qual a pessoa que vive não quer mudar.

Destarte podemos concluir que os esforços devem ser mútuos e recíprocos. Honestos e sinceros. De bom grado sempre.

Então vamos ao exemplo das três fases:

Quando você dedica o tempo aos seus afazeres, significa que faz aquilo que tão somente te agrada, não importando se o outro gosta ou não. Cabe ressaltar que a convivência é mais fácil quando há coincidências nas vontades e desejos. Ex. Você gosta de futebol e vai jogar com amigos toda quinta a noite. Sua mulher não curte e/ou prefere não ir.

No segundo momento, você vai iniciar o que chamamos de dedicação. Quando os afazeres do outro se iniciam, você tem de estar presente, dar apoio e ajudar, cedendo parte do seu tempo (eis o por que de necessitar dessa fase individualizada) para auxiliar o seu parceiro. Segue a máxima “quem não dá assistência, abre o mercado pra concorrência e perde a preferência”. Ex. Sua mulher gosta de shopping e vai todo sábado a tarde passear. Você não gosta, mas mesmo assim você vai e da apoio nas decisões em compras e novas idéias para a casa.

O terceiro momento é envolvido pelo valor já citado, qual seja, a cooperação. Neste caso os afazeres de cada um são simultâneos. Os dois curtem a mesma coisa. Não tudo, claramente. Ex. Vocês curtem andar de bicicleta, então resolvem passear aos domingos de manhã pela lagoa de bicicleta juntos.

Não suporta ou suporta mas não curte. Distinguir esses valores é algo importante. A mulher de sua vida não pode ter mais vontades de fazer coisas das quais você não suporta do que as que suporta mas não curte, caso contrario sua vida vai ser um real “inferno”. Alias, o inferno é ainda melhor, porque lá você poderá ter a luxúria certa!

Carlos Imbrosio Filho.

2 respostas para Manual de uma vida a dois saudável.

  1. Cintia disse:

    Lindo! fofo!!! mas totalmente irreal, as coisas não funcionam assim Dr Imbrósio rsrsrs

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