Lost in the middle of nowhere (Diário da noite 2)

O que será que nos tenta a fascinante idéia de que precisamos de uma pista de dança lotada com muita bebida para poder curtir uma noite?

Isso eu estou tentando decifrar, mas o certo é que a idéia de liberdade trazida pelo ambiente nos ajuda a nos sentirmos “o cara”!

Mulheres e homens que pagam por esse prazer, assim como eu, é difícil explicar porque fazemos isso.

Parte seria por auto-estima baixa, parte por carência, parte por vontade de dançar, parte por querer achar alguém legal de fato.

A noite é um ambiente de perdição, onde as pessoas fazem o que naturalmente não fazem. Elas se transformam em outra “pessoa” e tomam ações que na verdade não são reflexos reais de quem ela é.

A liberdade do ambiente permite que façamos loucuras por um momento e depois isso não seja taxado em nosso dia-a-dia. É como se fosse assim:

Na boate pode tudo, dançar com a calcinha de fora, dar beijo em qualquer boca, ficar com qualquer um, fazer safadezas e etc., mas se for numa situação adversa, ai não pode, nesse caso será criticada por todos e até mesmo por você próprio.

É um ambiente realmente inconveniente, precisamos ter a cautela de não sofrer as tentações da vida e precisamos também aceitar os limites e as renúncias que uma vida a dois pode trazer, como por exemplo, a idéia de sair com amigos para a noitada estando sério com alguém.

Não digo sobre confiança mas tão somente sobre as tentações que você passará sem ter necessidade. É como ter uma reta mas fazer uma curva só para sofrer.

Sei para algumas pessoas é algo inevitável as idas em tais lugares e sei também o quanto isto é necessário para que massageie seu ego a fim de te trazer uma felicidade momentânea. No entanto precisamos entender até quando podemos sair sem desrespeitar nosso parceiro/a.

Namorando ou não, se tens um compromisso em seu coração não se deve expor as tentações sobre a pena de ser tarde demais quando assim o querer.

Se não partir da nossa essência essa vontade, melhor nem forçarmos a situação.

Enfim, não sou contra a boate nem as danças de uma forma geral, mas guardo comigo minhas particularidades com relação ao respeito do casal e a vida social de uma forma geral.

Existem perguntas que podem ser feitas:

–       Até que ponto eu preciso massagear meu ego com pessoas desconhecidas quando o que mais quero é o olhar exclusivo de uma só pessoa que não está aqui?

–       Será que podemos unir nossas vontades de sair ao nosso amado/a?

–       As minhas noitadas sozinho/a ou com amigos/as são exatamente iguais antes e depois de eu começar a gostar de um alguém?

Essas perguntas clareiam a idéia se você realmente tem alguma consideração e se o seu coração está realmente pensando nesse alguém.

Carlos Imbrosio Filho

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