Desemprego, a doença do século

Com a globalização, o mercado de trabalho exige cada dia mais qualificação daquele que inserido quer se encontrar.

Num passado não tão longínquo, as pessoas tinham um caminho menos árduo em suas costas, uma vez que a falta de relação internacional permitia que sua formação fosse mais enxuta e, por assim dizer não seria tão cobrado na hora de arrumar uma vaga de emprego.

O indivíduo tem um cronômetro em suas mãos na hora de se inserir no mercado e se passar deste “time”, já era.

O mundo cobra de você experiência mesmo sem ter tempo para tal, cobra de você uma dedicação total para algo que não é tudo na sua vida, e ai?!

Vamos protelar tudo que queremos fazer porque não temos tempo para nada?!

E se quisermos ter tempo temos que pagar, mas como se não temos dinheiro porque não estamos trabalhando?!

Isto é uma doença muito seria e que deve ser revista pela humanidade. Devemos recompor o valor do trabalho e reorganizar nossas funções de forma que possamos servir ao próximo e ao mesmo tempo ser servidos sem que abramos mão de nossas felicidades.

Obviamente que o trabalho é parte da saúde que temos, pela ocupação mental que nos trás a paz dos problemas pessoais. Pela ocupação física que nos põe fortes para enfrentar os problemas externos, além de nos fazer capazes e inclusos na sociedade.

Trabalhar não é só estar na estatística do PEA (População Economicamente Ativa).

O desemprego causa dependência maior que a de uma droga. Isto ocorre porque o dinheiro é a base de todas as nossas escolhas, sem ele não podemos realizar aquilo que nos agrada. Quando você não trabalha, você é um submisso as vontades alheias.

O desemprego causa males a saúde como depressão, disfunções no sistema nervoso, arritmias cardíacas, problemas estomacais, etc..

O desemprego exclui você da sociedade, desmoraliza o individuo, rebaixa-o a uma condição sub-humana.

Em uma mesma vertente temos o ócio, que nada mais é uma conseqüência do desemprego. Então ai temos um sistema que funciona da seguinte forma:

Falta de educação + ausência de punição + desqualificação profissional + falta de emprego + necessidade do dinheiro = criminalidade.

Quem não se inclui nesses tópicos todos, obviamente não termina na bandidagem, e para isso chamamos de empregado/ funcionário ou autônomo ou empresário, vulgo comerciante.

A premente necessidade pelo dinheiro nos torna seres que buscam este, e perdemos a noção daquilo que gostamos.

Pensa nos pais quando dizem que querem ver seus filhos médicos, engenheiros ou advogados. Qualquer coisa diferente é falido!

Poderíamos produzir muito mais se fossemos guiados pelo poder de servir ao outro e não pela necessidade do dinheiro.

Talvez eu possa pensar desta forma e mudar meus conceitos de felicidade, excluindo o dinheiro desta.

O mundo continua e não vai mudar só porque escrevi, então me despeço na esperança que todos escolham suas profissões de forma a trazer prazer pelo que fazem, e eu buscarei o meu emprego, bem como exercê-lo com prazer e dignidade.

No momento estou sem emprego, mas sei que vou encontrar algo bom e que me dê prazer em fazer.

Carlos Imbrosio Filho.

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